Pyongyang: A Journey In North Korea
Em sua obra "1984", George Orwell nos apresenta uma idéia perturbadora: Um povo que acredita em tudo que seus governantes dizem, mesmo quando isso vai contra a lógica ou contradiz a realidade observável. Um povo em constante estado de alerta vivendo em uma nação em constantemente em guerra mas com a fé inabalável de que, graças à capacidade de seu Grande Líder, a vitória final estaria assegurada.
1984 é um livro de ficção.

Pyongyang: A Journey In North Korea, de Guy Delisle (editado pela canadense Drawn & Quartely Books em 2005) não é um livro de ficção. Delisle, trabalhando para um estúdio de animação francês, é enviado à Coréia do Norte para revisar o trabalho dos animadores locais e nos conta o que aconteceu enquanto esteve lá.
Os onipresentes retratos de Kim Il-Sung (ainda presidente mesmo após sua morte em 1994) e seu filho Kim Jong-il, o tipo de música incessantemente tocada na rádio (descrita por Delisle como "...uma mistura de hino nacional com música infantil... Como se Barney, o dinossauro, estivesse cantando God Save The Queen..."), o isolamento total do país com o resto do mundo, a surreal visita ao Museu localizado num abrigo anti-nuclear, o relacionamento do autor com o Tradutor e o Guia (cada estrangeiro deve estar sempre acompanhado por um deles) e como esses dois parecem mesmo acreditar que seu país é um modelo para o resto do mundo e que este está a um passo de seguir o ideal norte-coreano.
A narração leve e o desenho de traço simples e elegante consegue nos contar de maneira humorada as aventuras de Delisle em um país que parece ter saído dos piores pesadelos de Orwell....
Uma cena do livro - particurlarmente famosa - é quando Delisle empresta um livro de ficção-científica a seu Guia. É hilário o comportamento deste ao devolvê-lo: Suando e sorrindo sem-graça e ele diz "acho que não gosto de ficção-científica".
O nome do livro? 1984. De George Orwell.
Leia a resenha da revista TIME
1984 é um livro de ficção.

Pyongyang: A Journey In North Korea, de Guy Delisle (editado pela canadense Drawn & Quartely Books em 2005) não é um livro de ficção. Delisle, trabalhando para um estúdio de animação francês, é enviado à Coréia do Norte para revisar o trabalho dos animadores locais e nos conta o que aconteceu enquanto esteve lá.
Os onipresentes retratos de Kim Il-Sung (ainda presidente mesmo após sua morte em 1994) e seu filho Kim Jong-il, o tipo de música incessantemente tocada na rádio (descrita por Delisle como "...uma mistura de hino nacional com música infantil... Como se Barney, o dinossauro, estivesse cantando God Save The Queen..."), o isolamento total do país com o resto do mundo, a surreal visita ao Museu localizado num abrigo anti-nuclear, o relacionamento do autor com o Tradutor e o Guia (cada estrangeiro deve estar sempre acompanhado por um deles) e como esses dois parecem mesmo acreditar que seu país é um modelo para o resto do mundo e que este está a um passo de seguir o ideal norte-coreano.
A narração leve e o desenho de traço simples e elegante consegue nos contar de maneira humorada as aventuras de Delisle em um país que parece ter saído dos piores pesadelos de Orwell....
Uma cena do livro - particurlarmente famosa - é quando Delisle empresta um livro de ficção-científica a seu Guia. É hilário o comportamento deste ao devolvê-lo: Suando e sorrindo sem-graça e ele diz "acho que não gosto de ficção-científica".
O nome do livro? 1984. De George Orwell.
Leia a resenha da revista TIME
Ilustrador e designer, Carlos Araujo vive com a mulher e duas aranhas de estimação num
apartamento
tão grande que ( às vezes) eles se perdem lá dentro.

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