Anywhere But Here
Uma história por página. Em cada página, 9 quadros. Nenhum título, diálogo ou onomatopéia. Ainda assim, um dos melhores quadrinhos lançados no ano passado: Anywhere But Here, de Tori Miki.

O livro, com 98 páginas (publicado pela Fantagraphics Books) mostra as aventuras de um dono de livraria (cuja aparência é inspirada no próprio Tori Miki) que está sempre envolvido em estranhas situações envolvendo alienígenas, super-heróis, realidades-paralelas e outras confusões.
Jogando golfe ele é engolido por um banco de areia movediça apenas para descobrir que se trata de uma passagem para um mundo subterrâneo, onde todos que ali se encontram veneram a "grande minhoca". A cidade litorânea onde aparentemente os peixes tem forma de bota... Ou a noite em que ele aluga vários filmes e descobre que todos são sobre a vida do dono da locadora. O encontro com ruínas de uma civilização perdida... Dentro do armário da cozinha da namorada.
O tema do absurdo, presente em praticamente todas as páginas é tratado de forma única, inspirada em comédias mudas e um tipo de comédia batizada de kangaeochi ("a tirada do pensador") onde o riso só aparece no momento seguinte à digestão da piada.
Como é mostrado na introdução do livro, o mote de Tori é: "Deixe o riso para aqueles que sacarem a piada". Trata-se de uma obra especial, onde o leitor ora cai na gargalhada, ora balança a cabeça sem muita certeza do que acabou de ver...

O livro, com 98 páginas (publicado pela Fantagraphics Books) mostra as aventuras de um dono de livraria (cuja aparência é inspirada no próprio Tori Miki) que está sempre envolvido em estranhas situações envolvendo alienígenas, super-heróis, realidades-paralelas e outras confusões.
Jogando golfe ele é engolido por um banco de areia movediça apenas para descobrir que se trata de uma passagem para um mundo subterrâneo, onde todos que ali se encontram veneram a "grande minhoca". A cidade litorânea onde aparentemente os peixes tem forma de bota... Ou a noite em que ele aluga vários filmes e descobre que todos são sobre a vida do dono da locadora. O encontro com ruínas de uma civilização perdida... Dentro do armário da cozinha da namorada.
O tema do absurdo, presente em praticamente todas as páginas é tratado de forma única, inspirada em comédias mudas e um tipo de comédia batizada de kangaeochi ("a tirada do pensador") onde o riso só aparece no momento seguinte à digestão da piada.
Como é mostrado na introdução do livro, o mote de Tori é: "Deixe o riso para aqueles que sacarem a piada". Trata-se de uma obra especial, onde o leitor ora cai na gargalhada, ora balança a cabeça sem muita certeza do que acabou de ver...
Ilustrador e designer, Carlos Araujo vive com a mulher e duas aranhas de estimação num
apartamento
tão grande que ( às vezes) eles se perdem lá dentro.

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